segunda-feira, 16 de março de 2009

Videologística [2]

Exemplos de tecnologias utilizadas e tendências da área de armazenagem são os destaques do conteúdo de mídia desta semana.

Apesar de estar em língua espanhola, este vídeo apresenta de maneira didática as implicações de um sistema de armazenagem no ambiente logístico, com ênfase na necessidade de planejamento e utilização de tecnologias avançadas para o bom funcionamento do sistema.

Em apenas cinco minutos é possível entender aspectos gerais relacionados aos armazéns, formando conhecimento básico que serve de alicerce para um eventual aprofundamento de estudos na área.


video

sábado, 7 de março de 2009

Em obras




Quem acompanha o blog sabe que devido ao mestrado estou trafegando todas as semanas pela BR 282, entre as cidades de Alfredo Wagner e Palhoça.

As fotos deste post são das obras de recuperação da rodovia e contenção de encostas na altura do município de Águas Mornas. Este trecho foi seriamente afetado pelas enchentes de Novembro/2008. Ainda há muito que ser feito para que a rodovia esteja totalmente recuperada, porém é visível que as melhorias são inconstestáveis.

Sou testemunha do grande trabalho que está sendo feito não só para sanar os problemas existentes, mas também para minimizar os impactos de uma nova catástrofe. Espero, e acredito, que este trabalho irá, quando concluído, beneficiar os usuários da rodovia, facilitando o deslocamento e melhorando a trafegabilidade nos trechos comprometidos pelas chuvas.

Como ressalva, apenas o fato da falta de cuidado com os cones de sinalização dos trechos em obras, pois estes com frequência se soltam e ficam no meio da pista, o que pode ocasionar graves acidentes.

E em tempo: Vale registrar ainda que na mesma rodovia, nos municípios de Alfredo Wagner e Rancho Queimado, ouve recentemente uma operação "tapa-buracos" que não surtiu o efeito desejado, pois o asfalto colocado nos locais mais críticos está completamente solto, formando uma brita que é lançada para trás e na pista contrária, o que também é um potencial risco para quem dirige pelo local...

sexta-feira, 6 de março de 2009

Yes, we are Brazil

O título deste post evidentemente é uma ironia com o famoso slogan da campanha presidencial de Barack Obama.

O motivo é uma notícia sobre a privatização dos aeroportos no Brasil. Quem acompanha o blog sabe que o tema já foi tratado no post Privatizar ou não privatizar (II).

Apesar de defensor das privatizações como forma de melhorar a qualidade dos serviços prestados aos usuários, escrevi, no último parágrafo do comentário anterior citado, o seguinte: "Porém lembro que por enquanto apenas cogita-se a possibilidade de privatizar, ou seja, até que algo prático efetivamente ocorra, um longo tempo irá transcorrer, aliás, bem no ritmo comum às atividades do estado, e na velocidade contrária que os profissinais de logística precisam.". Então, nem tão surpreso assim fiquei quando li a notícia que reproduzirei no final deste post.

Vale destacar que a afirmação do título da matéria é baseada em "pistas" sobre uma tendência de abandonar a ideia da privatização dos aeroportos, como uma leitura atenta mostrará, mas se confirmada a decisão, entendo que surge no horizonte um cenário sombrio para o transporte aéreo do país, com as piores consequências se concretizando durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014, evento que já podemos considerar de médio prazo.

Além, é claro, das implicações para usuários atuais do sistema, que continuarão sofrendo com serviços que, em várias situações, deixam muito a desejar.

E apesar da clara intenção de "abortar" a privatização, fiz uma rápida pesquisa e não encontrei nenhum tipo de material sobre ações para aprimorar significativamente a infra-estrutura aeroportuário nacional enquanto o serviço estiver sob gestão pública (como disse, foi uma rápida pesquisa, me aprofundarei assim que possível, e havendo novidades, comentarei). A única menção é a sugestão de abrir o capital da Infraero, o que resultaria em capital para investimentos, porém a longo prazo. Ou seja, abandona-se uma proposta e não é construída uma alternativa.

Uma enquete realizada no blog também demonstrou que a grande maioria dos leitores é favorável à privatização dos aeroportos, porém, parece que mais uma vez, no Brasil, muito é prometido (a melhoria daa infra-estrutura de trasnportes é elemento essencial para a escolha do país sede da copa do mundo, por exemplo), e pouco de fato é realizado.

E diante disto: alguém ainda acredita na construção do trem expresso entre São Paulo e Rio de Janeiro?

Segue a matéria:

Governo desiste de privatizar aeroportos brasileiros
Também está adiada a discussão sobre a construção do terceiro aeroporto em São Paulo

O governo abandonou a promessa de privatização da Infraero e dos aeroportos brasileiros. Sinas da mudança de rumo foram dados ontem na cerimônia de anúncio de contratação de uma consultoria, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para realizar estudos técnicos para a reestruturação da Infraero - Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária.

A previsão de conclusão dos estudos, que poderia levar à possibilidade de abertura do capital da Infraero, é maio do ano que vem, quando a campanha eleitoral pela sucessão no Planalto estará nas ruas. Com isso, está adiada também a ideia de fazer concessões dos aeroportos de Viracopos, em Campinas, e Galeão, no Rio de Janeiro, como havia anunciado o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pressionava o governador fluminense, Sérgio Cabral.

Também está fora da discussão, neste momento, a construção do terceiro aeroporto em São Paulo. Em entrevista, o presidente da Infraero, brigadeiro Cleonilson Nicácio Silva, assegurou que "não haverá privatização" da empresa.

— O que se está pensando é na abertura de capital da empresa — mas ressalvou que "é num futuro, mais a longo prazo".

O brigadeiro Nicácio acentuou ainda que a Infraero tem capacidade de administrar perfeitamente todos os 67 aeroportos, "com a maior competência" porque é hoje "uma das mais eficientes empresas de administração de aeroportos do mundo", conseguindo superação em relação ao Charles de Gaulle, em Paris, entre outros. O brigadeiro disse ainda que "o desejo da empresa é se transformar em companhia de economia mista, dentro dos padrões mais modernos de governança corporativa atualizadas com o mercado, e qual é a capacidade de captação, só o BNDES vai nos dizer lá na frente". Há dois anos a abertura de capital da Infraero vem sendo objeto de discussão.

Paralelamente a isso, entrou na pauta, principalmente por pressão do governador do Rio, Sérgio Cabral, a concessão ou privatização do aeroporto do Galeão. O governo federal, então, incluiu Viracopos, de Campinas, neste projeto. Essa polêmica custou a demissão do ex-presidente da empresa Sérgio Gaudenzi, que alegava que era contra privatizar aeroportos rentáveis.

O novo presidente da Infraero, brigadeiro Nicácio, assumiu o cargo, no entanto, sem polemizar publicamente, mas trabalhando nos bastidores contra a proposta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Livro do mês [8]


Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento, de Paulo Roberto Bertaglia, destaca-se por apresentar uma visão atualizada e completa sobre os elementos da cadeia de abastecimento. A visão do autor é extremamente detalhada, e ao tratar das mudanças nas operações logísticas decorrentes da ascensão das TIC's (Tecnologias da Informação e Comunicação) no ambiente de negócios, ele contribui para a formação do pensamento na área, uma vez que ainda é pequena literatura disponível sobre o tema.
O capítulo sobre comércio eletrônico também merece destaque, pois este novo canal de distribuição, ao apresentar inúmeras oportunidades e desafios, exige por parte dos profissionais de logística uma visão diferenciada sobre as suas atribuições e um novo tipo de conhecimento para manter-se integrado à sociedade da informação.
Aos que buscarem conhecimento nesta obra, vale o registro que não se trata de mais um "manual" sobre como desempenhar funções, mas sim um esforço de visão estratégica que demonstra o que muda no ambiente de negócios com a difusão de cadeias de abastecimento integradas, e como inserir-se e manter-se atuante neste contexto.