
Acabo de ler no Portal IG uma matéria sobre o vazamento das provas do Enem. Como trabalho com ensino superior e minha especilização é na área de logística, acho que o conteúdo tem tudo a ver com o blog. Segue a notícia:
Plano logístico do Enem foi alterado sem autorização do MEC, diz ministro
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou, nesta quarta-feira, na Comissão de Educação e Cultura da Câmara, que as empresas responsáveis pela impressão e manuseio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mudaram o plano logístico sem informar o MEC.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacioanis (Inep) também não foi avisado sobre qualquer alteração no programa.
“O plano logístico nos últimos dias foi alterado, as provas foram manuseadas por pessoas recém-recrutadas do entorno da gráfica, da região de Barueri, sem preparo. Essa questão é que precisa ser esclarecida”, afirma.
Segundo o ministro, neste ano, a impressão dos testes seria feita em uma gráfica em São Paulo e o manuseio dos exames seria realizado no Rio de Janeiro, na FunRio, fundação de apoio da UniRio. “Sem que o Inep fosse informado, foi aberto em São Paulo um local de manuseio. Mesmo que houvesse uma comunicação do consórcio, isso não os exime da responsabilidade pela segurança”, alegou.
Haddad disse acreditar que essa área de manuseio, que não estava prevista, facilitou o roubo da prova. "Precisamos saber quem autorizou a criação desse ambiente onde se deu o delito. O auditor deve ficar atento a essa questão", frisou.
O ministro ressaltou que, embora o local fosse filmado, isso só serviu para identificar quem cometeu o delito. Porém, "o mal já havia sido feito e milhões de pessoas foram prejudicadas".
Haddad disse ainda que a administração pública estabeleceu um processo civil para identificar quem irá responder sobre os prejuízos causados à União, uma vez que as provas já tinham sido impressas.
Vestibulares
O ministro também criticou o atual sistema de seleção vigente no País, que, segundo ele, é excludente. “O modelo não atende às necessidades; vimos universidades públicas do mesmo Estado realizando vestibulares no mesmo final de semana. E, mesmo que fossem em dias diferentes, o aluno teria que pagar três taxas. Há algo errado com este sistema de seleção”.
Haddad acrescentou que irá continuar dialogando com reitores das universidades para “superar essa dificuldade inicial” e implantar o novo Enem.
O ministro finalizou sua participação na Câmara dizendo querer que o Enem seja feito com total "transparência, para que os resultados expressem competências e habilidades adquiridas pelos alunos". Ele reiterou que o adiamento foi a decisão correta e que não cabia outro procedimento.
Haddad acrescentou também que a ação deve servir para propriciar um debate no Brasil sobre como proteger os concursos públicos. "É um assunto de segurança pública, de segurança do Estado", afirma.
Nesta quarta-feira, Haddad falará também na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, no Senado, que está marcada para as 14h30.
Vazamento
As provas do Enem, que estavam programadas inicialmente para os dias 2 e 3 de outubro, foram adiadas após indícios de vazamento.
Na tarde do último dia 30, o jornal "O Estado de S. Paulo" foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil.
O ministro, que diz nunca ter tido acesso ao conteúdo da prova, confirmou o vazamento ao consultar técnicos do Inep, órgão do ministério responsável pelo Enem.
A Polícia Federal (PF) afirmou que o caso do roubo da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está esclarecido. Cinco pessoas foram indiciadas.
Nova data
O ministro da Educação confirmou que o Enem será aplicado nos dias 5 e 6 de dezembro. Os vestibulares que estavam agendados para estas datas devem mudar de dia. Segundo Haddad, os reitores das três universidades federais que estavam nessa situação se prontificaram a alterar seus calendários.
“Nós contatamos os três reitores – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), UNB (Universidade de Brasília), UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) – e todos concordaram com a liberação da data”.
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