sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Logística e desenvolvimento econômico
Entretanto ainda é notório que enfrentamos muitos problemas. E neste sentido, infelizmente, a logística é destaque negativo. A notícia abaixo repercute uma notícia da imprensa internacional sobre os problemas na estrutura de transportes do Brasil. Apesar de retratar apenas o agronegócio, a situação apresentada se repete um outras atividades também.
Sei que há boas iniciativas visando minimizar o problema, mas acredito que somente quando superarmos os entraves relacionados à nossa capacidade logística é que seremos realmente um player global.
Transporte ruim atrasa agronegócio do Brasil, diz 'FT'
A falta de investimentos na área de transportes é um dos principais obstáculos para o crescimento do "próspero" setor agrícola brasileiro, segundo reportagem do jornal britânico Financial Times em sua edição desta segunda-feira.
"Muitos ao redor do mundo estão acompanhando avidamente o despontar do Brasil como uma superpotência agrícola. Mas analistas do País dizem que a produção está chegando a seu limite e que o investimento necessário para o crescimento - especialmente na infraestrutura de transportes - está ficando curto", diz o diário.
O correspondente do jornal no Brasil entrevistou fazendeiros em Primavera do Leste (MT), que reclamam de ter que desembolsar cerca de US$ 100 por tonelada de produtos a serem transportados por terra aos portos de onde são exportados - o que, segundo eles, custa cerca de US$ 30 nos Estados Unidos.
"Há alguns projetos de transporte ferroviário e hidroviário em construção, mas muitas pessoas estão cansadas de esperar", afirma a reportagem.
Leis ambientais
Além disso, segundo o Financial Times, o agronegócio brasileiro é "atrapalhado" por altos impostos, burocracia e "uma das mais rígidas legislações ambientais do mundo".
"As leis obrigam os fazendeiros a preservar áreas florestais sem receber compensação alguma", diz o jornal.
"O setor agrícola também enfrenta barreiras comerciais, e o fortalecimento estável da moeda brasileira - especialmente frente ao dólar - está acabando com a competitividade."
O diário britânico ressalta ainda que o Brasil, além de ter se tornado o maior exportador mundial de produtos como soja, açúcar, carne e frango, é um dos maiores produtores com espaço para crescer.
"O país tem 72 milhões de hectares sendo cultivados e outros 172 milhões de hectares dedicados à pecuária. Outros 96 milhões de hectares de terras cultiváveis estão disponíveis sem que se precise tocar em áreas de proteção ambiental", afirma.
Mas um dos fazendeiros entrevistados pelo jornal diz ter dúvidas sobre "como o Brasil vai cultivar esses 96 milhões de hectares", apesar de acreditar que o país possa conseguir expandir sua área produtiva em cerca de 50%.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Um (possível) bom exemplo de logística integrada
SC atrai estaleiro de US$ 1,2 bilhão
Depois de investimento bilionário na Grande Florianópolis, a corrida pela exploração do pré-sal colocou Imbituba na mira de consórcio.
Santa Catarina recebe apenas 0,67% dos royalties distribuídos pelo petróleo brasileiro e, se a legislação permanecer como está, terá que se contentar com isso, apesar do pré-sal. Mas as novas reservas podem render dividendos ao Estado antes mesmo de serem exploradas. Já são duas as empresas que pretendem instalar estaleiros no Estado para a construção de plataformas marítimas.
Depois do anúncio de investimento de US$ 1 bilhão em Biguaçu, agora é a vez de Imbituba entrar na mira dos grandes estaleiros. Um consórcio de empresas, liderado por uma construtora de São Paulo, planeja investir US$ 1,2 bilhão na implantação de uma indústria naval em área anexa ao Porto de Imbituba.
O estaleiro deve gerar 5 mil empregos na região, de acordo com o prefeito do município do Sul do Estado, José Roberto Martins.
A nossa geografia é propícia para este tipo de investimento. E o Porto de Imbituba ainda é subutilizado. Hoje existem três berços, mas há espaço para cinco. Com o investimento do estaleiro, vamos ter que importar mão de obra afirma ele.
Martins destaca que o calado (profundidade) do porto é o principal atrativo para a indústria naval, que prevê a construção de grandes plataformas marítimas. O porto deve entrar no Plano Nacional de Dragagem, o que permitirá aumentar o calado de 11 para 16 metros com aporte de R$ 50 milhões no ano que vem.
É o menor custo-benefício do Brasil explica.
O superintendente da Zona de Processamento de Exportações (ZPE) de Imbituba, Manoel Cavalcanti, trabalha para obter, em Brasília, a isenção de impostos para as plataformas do estaleiro.
A área em estudo é no prolongamento do berço 3, no Porto de Imbituba. Estamos trabalhando para que o consórcio possa obter os benefícios da ZPE revela Cavalcanti.
O prefeito Martins ressalta que as empresas envolvidas ainda não querem aparecer porque o estudo está em fase embrionária.
Empresas ainda negociam terreno
Os empresários também aguardam o desenrolar da negociação com o atual dono do terreno, uma área privada de mais de 1 milhão de metros quadrados, anexa ao porto público.
Cresce o interesse por Imbituba. Este não é o único investimento em estudo. Tanto que o município, em ano de crise, terá crescimento de 20% em função das obras. Apenas no porto houve aporte de R$ 80 milhões. Além disso, há muita especulação imobiliária, com a valorização de terrenos destaca Martins.
Por Diário Catarinense/SIMONE KAFRUNI
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
A justificativa convence?

Acabo de ler no Portal IG uma matéria sobre o vazamento das provas do Enem. Como trabalho com ensino superior e minha especilização é na área de logística, acho que o conteúdo tem tudo a ver com o blog. Segue a notícia:
Plano logístico do Enem foi alterado sem autorização do MEC, diz ministro
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou, nesta quarta-feira, na Comissão de Educação e Cultura da Câmara, que as empresas responsáveis pela impressão e manuseio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mudaram o plano logístico sem informar o MEC.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacioanis (Inep) também não foi avisado sobre qualquer alteração no programa.
“O plano logístico nos últimos dias foi alterado, as provas foram manuseadas por pessoas recém-recrutadas do entorno da gráfica, da região de Barueri, sem preparo. Essa questão é que precisa ser esclarecida”, afirma.
Segundo o ministro, neste ano, a impressão dos testes seria feita em uma gráfica em São Paulo e o manuseio dos exames seria realizado no Rio de Janeiro, na FunRio, fundação de apoio da UniRio. “Sem que o Inep fosse informado, foi aberto em São Paulo um local de manuseio. Mesmo que houvesse uma comunicação do consórcio, isso não os exime da responsabilidade pela segurança”, alegou.
Haddad disse acreditar que essa área de manuseio, que não estava prevista, facilitou o roubo da prova. "Precisamos saber quem autorizou a criação desse ambiente onde se deu o delito. O auditor deve ficar atento a essa questão", frisou.
O ministro ressaltou que, embora o local fosse filmado, isso só serviu para identificar quem cometeu o delito. Porém, "o mal já havia sido feito e milhões de pessoas foram prejudicadas".
Haddad disse ainda que a administração pública estabeleceu um processo civil para identificar quem irá responder sobre os prejuízos causados à União, uma vez que as provas já tinham sido impressas.
Vestibulares
O ministro também criticou o atual sistema de seleção vigente no País, que, segundo ele, é excludente. “O modelo não atende às necessidades; vimos universidades públicas do mesmo Estado realizando vestibulares no mesmo final de semana. E, mesmo que fossem em dias diferentes, o aluno teria que pagar três taxas. Há algo errado com este sistema de seleção”.
Haddad acrescentou que irá continuar dialogando com reitores das universidades para “superar essa dificuldade inicial” e implantar o novo Enem.
O ministro finalizou sua participação na Câmara dizendo querer que o Enem seja feito com total "transparência, para que os resultados expressem competências e habilidades adquiridas pelos alunos". Ele reiterou que o adiamento foi a decisão correta e que não cabia outro procedimento.
Haddad acrescentou também que a ação deve servir para propriciar um debate no Brasil sobre como proteger os concursos públicos. "É um assunto de segurança pública, de segurança do Estado", afirma.
Nesta quarta-feira, Haddad falará também na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, no Senado, que está marcada para as 14h30.
Vazamento
As provas do Enem, que estavam programadas inicialmente para os dias 2 e 3 de outubro, foram adiadas após indícios de vazamento.
Na tarde do último dia 30, o jornal "O Estado de S. Paulo" foi procurado por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Propôs entregá-las à reportagem em troca de R$ 500 mil.
O ministro, que diz nunca ter tido acesso ao conteúdo da prova, confirmou o vazamento ao consultar técnicos do Inep, órgão do ministério responsável pelo Enem.
A Polícia Federal (PF) afirmou que o caso do roubo da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está esclarecido. Cinco pessoas foram indiciadas.
Nova data
O ministro da Educação confirmou que o Enem será aplicado nos dias 5 e 6 de dezembro. Os vestibulares que estavam agendados para estas datas devem mudar de dia. Segundo Haddad, os reitores das três universidades federais que estavam nessa situação se prontificaram a alterar seus calendários.
“Nós contatamos os três reitores – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), UNB (Universidade de Brasília), UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) – e todos concordaram com a liberação da data”.
Leia mais sobre o vazamento das provas do Enem
sábado, 3 de outubro de 2009
Logística dos livros

terça-feira, 15 de setembro de 2009
De novo os estoques...
Escrevo isso motivado pela notícia que reproduzo abaixo (extraída do site Intelog) que mostra claramente que apesar de novas tecnologias, métodos de planejamento e análise informatizados e sistemas de informação totalmente integrados, o bom e velho estoque continua sendo o pulmão de mutos negócios.
Sem estoque, Chrysler vê queda nas vendas
Já vivendo um ano difícil, a montadora americana Chrysler Group LLC parece estar a caminho de uma nova dose de más notícias. Suas concessionárias preveem uma queda acentuada das vendas em setembro, devido a estoques abaixo do nível habitual, resultado do processo de recuperação judicial da empresa e da longa paralisação de suas fábricas.
A maioria das montadoras espera vendas mais fracas nos Estados Unidos em setembro, depois da explosão de agosto gerada pelo programa governamental de incentivo à troca de carros velhos por novos. Mas analistas acreditam que a Chrysler está a caminho de mostrar fraqueza bem maior que as concorrentes.
A consultoria IHS Global Insight prevê que as vendas da Chrysler cairão 30% em relação a setembro de 2008, contra19% no setor como um todo. A Toyota Motor Corp., que também tem estoques baixos, deve ter queda de 15% nas vendas nos EUA, segundo a Global Insight.
Uma queda acentuada nas vendas de setembro aumentaria a dor de cabeça enfrentada por Sergio Marchionne, presidente executivo da Chrysler e de sua nova parceira, a Fiat SpA. Desde que assumiu o cargo, em junho, Marchionne reorganizou e reduziu os escalões de diretoria da Chrysler e está tentando criar um modelo de estratégia de longo prazo que adicione os carros desenvolvidos pela Fiat à linha da Chrysler.
O trabalho tem-se provado mais difícil do que os novos donos da Chrysler esperavam, de acordo com pessoas a par do assunto. Milhares de engenheiros deixaram a Chrysler nos últimos anos, enfraquecendo a capacidade de desenvolvimento da empresa e diminuindo o ritmo de progresso de seu plano de produtos, disseram essas pessoas.
Em consequência, a Chrysler e Marchionne têm tido pouco progresso a informar a respeito dos últimos dois meses.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Porto de itajaí: uma legítima novela Made in Brazil
Como todos lembram, o problema começou em Novembro/2008 com as fortes chuvas que atingiram o estado de Santa Catarina causando grandes estragos. O porto de Itajaí foi um dos mais atingidos. Sua estrutura foi seriamente comprometida e desde então a unidade portuária vem operando abaixo de sua real capacidade.
O que impressiona, neste caso, é a "novela" que se arrasta desde então para que aconteça a recuperação. Abaixo, listo em ordem cronológica algumas notícias que demonstram o desenrolar do processo:
Novembro/2008: Desastre anunciando - porto de Itajaí
Novembro/2008: Itajaí: recuperação de porto pode levar seis meses
Dezembro/2009: Governo libera R$ 350 milhões para recuperar o porto de Itajaí
Fevereiro/2009: Começam obras de recuperação no porto de Itajaí
Maior/2009: Porto de Itajaí ainda sofre consequências das chuvas
Junho/2009: Recuperação do porto de Itajaí tem ritmo lento
Julho/2009: Ministro faz reunião sobre Porto de Itajaí (obras estão paradas)
Julho/2009: O porto de Itajaí é prioridade
Julho/2009: Brito esclarece atraso do porto de Itajaí
Agosto/2009: Obras no porto de Itajaí estão paralisadas e movimento cai 34%
Setembro/2009: Brito promete concluir obras em Abril
Bom, estas são apenas algumas das notícias que filtrei em uma pesquisa rápida. Basta a leitura das manchetes para perceber o tamanho do problemar e comprovar a tendência brasileira de transformar obras em "novelas". E se restar dúvidas quanto estas afirmações, sugiro aos leitores pesquisar sobre a duplicação do trecho Sul da BR 101 em SC, que inicialmente estava prevista para terminar em 2008 e que agora tem novo prazo para o final de 2010 - exceto em três pontos (!).
Mas voltando ao porto, considerando que a previsão do ministro se confirme, serão 15 meses de agonia e prejuízos para as empresas catarineneses até que Itajaí volte a funcionar adequadamente. Quem pagará esta conta?
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Bom exemplo
Políticas duradouras e a continuidade dos investimentos em P&D e exploração poderão realmente elevar o país a condição de expoente neste mercado. Mas somente capacidade de extrair e processar estes combustíveis não será suficiente, pois de nada adianta o material na fonte se ele não for transportado aos consumidores.
Quando falamos de etanol e petróleo, devemos pensar em milhões de metros cúbicos que precisam ser movimentados através da extensa área geográfica brasileira. Para esta situação, é inaceitável, em termos de agilidade e custos, a utilização de caminhões. Logo, a melhor opção disponível é o transporte dutoviário, altamente recomendável para granéis líquidos.
A notícia a seguir apresenta um bom exemplo de implantação deste sistema, todavia, de nada adiantarão ações isoladas se não houver planejamento e a construção de dutos capazes de movimentar toda a produção que se pretende conseguir no país, principalmente com o início da exploração das reservas de pré-sal.
Alcoolduto será alternativa logística para exportação em MS
O novo alcoolduto, que sai de Campo Grande (MS), e vai até o Porto de Paranaguá (PR), segundo o governo de Mato Grosso do Sul, supre uma grande carência do Estado em logística de transportes.
A sociedade com o Paraná na construção leva em conta, principalmente, a capacidade do porto de Paranaguá. É o caminho mais perto para a Costa do Atlântico.
Em 2006, o porto exportou 518,5 mil litros de etanol. Em 2007, foram exportados mais de 600 mil. Os principais importadores do álcool brasileiro são Venezuela, Nigéria, Japão, Estados Unidos, alguns países da Europa, África do Sul e China.
Pelas projeções do Instituto de Desenvolvimento Agroindustrial, na safra 2010/2011, as exportações brasileiras de álcool atingirão 9,5 bilhões de litros. Na safra 2012/2013, a estimativa é que atinjam 10 bilhões de litros, justificando a necessidade de infra-estrutura de escoamento e de embarque do combustível.
A produção brasileira de cana, em 2010/2011, deverá ser de 660 milhões de toneladas, enquanto que em 2012/2013 chegará aos 743 milhões de toneladas.
A partir desses números, estima-se que a produção nacional de etanol seja de 32,5 bilhões de litros em 2010/2011 e de 39,6 bilhões em 2012/2013. Já o consumo interno do combustível deve ficar no patamar de 24,9 bilhões de litros em 2010/2011 e de 29,5 bilhões em 2012/2013.
Cerca de 90% dos produtos são movimentados por rodovia, cujo custo é de R$ 135 para transportar 1 m³ por 1.000 km, enquanto que o aquaviário é de R$ 20, o ferroviário é de R$ 50 e o dutoviário é de R$ 40 (preços cobrados atualmente pela Transpetro). A dutovia, para sua implantação, custa R$ 2 milhões/km.
Estratégia de gestão de estoques
China planeja elevar seus estoques
A China planeja aproveitar a queda na demanda global para aumentar suas reservas de petróleo, prevenindo-se contra choques de oferta no futuro, à medida que acelera o desenvolvimento dos setores de energia nuclear e eólica e reduz a sua dependência do carvão, disse Zhang Guobao, chefe da Administração da Energia Nacional.
Ao falar sobre as respostas do país à crise econômica global em uma rara exposição detalhada da estratégia energética chinesa, Guobao disse: "A gravidade do declínio econômico trouxe uma forte queda na demanda por petróleo e uma pressão sem precedentes sobre os preços. A quantidade de petróleo bruto no mercado internacional ainda excede em muito a demanda global".
Em artigo publicado na segunda-feira no jornal oficial "Diário do Povo", Guobao escreveu que o declínio global impôs sérios desafios ao setor energético chinês, mas também trouxe a rara chance de fazer ajustes.
Entre outros planos, a China seguirá com o desenvolvimento da segunda fase do plano de acúmulo de reservas estratégicas de petróleo, com a primeira fase já praticamente finalizada, disse Guobao. Isso pode aumentar a demanda por importações e ajudar a aumentar os preços globais do petróleo bruto, que têm registrado quedas após atingir o pico de alta em julho.
O governo não revelou se completou totalmente os reservatórios da primeira fase, construídos em quatro locais, com capacidade para 102 milhões de barris, o equivalente a 29 dias de importações de petróleo bruto, com base no comércio médio até agora este ano.
As duas primeiras bases, em Zhenhai e em Zhoushan, estão em funcionamento há mais de um ano. A construção do reservatório de Dalian, a quarta base, deveria acabar no fim do ano. Embora não esteja claro se o chefe da Administração da Energia Nacional se referia à construção ou ao enchimento dos tanques, as palavras aumentaram os sinais de que a China ao menos começou a encher a terceira base, em Huagdao.
Fontes da indústria disseram à "Reuters" que foram injetados cerca de 7,3 milhões de barris de petróleo em Huagdao no começo de novembro e eram planejadas mais estocagens em dezembro e janeiro. As fontes disseram que mais da metade do petróleo de novembro foi proveniente da Arábia Saudita.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 4)(Reuters)
A gestão de estoques é uma das principais funções da logística. Academicamente, em cursos como administração de empresas, esta relevância é caracterizada pela existência de disciplina específica para tratar do tema, normalmente nomeada "Administração de Materiais".
Sob este aspecto, o que chama a atenção na notícia e que merece destaque, em minha opinião, é justamente a conotação da estratégia chinesa de elevação de estoques., pois devido as grandes pressões comerciais e de redução de custos é comum, atualmente, ensinar-se na academia justamente o oposto, ou seja, que a melhor estratégia é a manutenção dos estoques à níveis mínimos.
O exemplo chinês apresenta um contexto diferente, em que a conjuntura macro-econômica sugere que a elevação de estoques pode ser uma estratégia vencedora, pensando em um planejamento de longo prazo.
Em tempos de incerteza como o que presenciamos, a política das empresas costuma ser de redução de gastos e investimentos. Entretanto, aqueles que disporem de recursos e se propuserem a pensar no futuro podem, neste momento, aproveitar as oportunidades existentes para melhorar suas posições de estoques de materiais estratégicos, e consequentemente, ficar um passo à frente do mercado quando os tempos de bonança voltarem.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Novos tempos?
- As organizações não estão deixando seu negócio principal de lado para se concentrar apenas em ganhar dinheiro com operações financeiras?
A resposta foi, como esperado, negativa.
Mas como vimos recentemente, várias companhias foram afetadas por movimentações de risco, que frente à valorização cambial causaram grande prejuízo, tanto ao seu caixa como à sua imagem. Ou seja, em minha opinião a pergunta que fiz ao meu professor continua em aberto.
Estas lembranças servem para discutir o futuro das organizações. Uma vez que a especulação financeira se mostrou um mau negócio, o "mercado real" volta a emergir como solução para a recuperação econômica.
Os bens tangíveis voltam a ser um dos alicerces da economia. O foco das empresas estará em seus produtos e serviços, porém em um contexto de consumidores cautelosos frente às incertezas macro-econômicas.
Mas isto significa também uma oportunidade para empresas e operadores logísticos, uma vez que as operações precisarão estar embasadas em sistemas eficazes que garantam a competitividade frente aos concorrentes em um cenário de escassez de clientes. E atualmente, poucas atividades conferem vantagem comercial tão grande quanto à logística.
Além disso, apesar da diminuição dos recursos disponíveis, as incertezas quanto aos produtos financeiros poderá levar a novos investimentos em áreas como infra-estrutura e logística, que tem grande potencial de crescimento e de retorno.
Ou seja, a passagem do tornado no mercado financeiro deixa uma semente com a esperança de novos tempos para quem acredita na economia real.
Logística & Infra-estrutura

quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Correios
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Reflexo da crise
130 mil toneladas de carne congelada lotam porto de SC
Cento e trinta mil toneladas de carne congelada estão paradas no porto de Itajaí (SC), aguardando ordem de embarque. Segundo o Ministério da Agricultura, os oito entrepostos frigoríficos que armazenam o produto estão operando com praticamente toda a capacidade.
O acúmulo de cargas ocorreu nos últimos dez dias. O motivo, de acordo com o governo federal, está na instabilidade da economia mundial. Sem garantia de que vão receber pelas mercadorias, as empresas brasileiras não estão liberando os produtos. “Está havendo um desacerto nos contratos entre os importadores e os exportadores brasileiros”, disse o fiscal do Ministério da Agricultura Airton Becker.
De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, a exportação de carne na terceira semana de outubro já é 16% menor que a registrada na primeira semana do mês.
Mais do que expor uma situação negativa de mercado, a notícia acima demonstra a fragilidade do sistema logístico nacional como um todo, pois bastaram apenas alguns dias de incerteza para que as deficiências estruturais existentes fossem expostas. A sobrecarga de armazéns em apenas 10 dias demonstra claramente o quão carente somos nesta área.
Infelizmente nos próximos meses notícias como estas se repetirão, sejam elas relacionadas à gargalos na armazenagem, ao excesso de estoques ou à precariedade de transportes, pois os problemas que temos são muitos e não ficarão ocultos em um momento tão delicado.
Todavia, para bons gestores, a situação também é de oportunidades para corrigir as falhas constatadas. Quem souber aproveitar colherá os frutos do sucesso no futuro.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Fusão GM x Chrysler

A notícia do momento é a possível fusão da General Motors (GM) com a Chrysler.
Trata-se de um negócio com vistas à melhorar as condições das duas gigantes, que esperam obter sinergias que tornem o novo conglomerado capaz de manter-se competitivo no concorrido mercado automobilístico internacional. As empresas citadas, como se sabe, enfrentam dificuldades econômicas em suas operações globais, e a fusão seria uma tentativa de reverter este quadro.
Todavia, não podemos esquecer que a consolidação dessa operação teria uma série de simbologias. Inicialmente, por ser o primeiro grande negócio global a ser fechado após a deflagração da crise econômica (sem envolver os bancos em dificuldades financeiras), e depois pela importância que a indústria automobilística possui para os americanos, enfatizado pela expressão "as 3 grandes", que designa GM, Chrysler e Ford. Seria a fusão mais um sinal do "enfraquecimento" da economia americana?
O fechamento do negócio entre duas companhias colossais não parece tão simples quanto sugerem as notícias que o prazo para a sua concretização seria de no máximo duas semanas - antes das eleições presidenciais estadounidenses. Entretanto, é preciso ficar atento aos fatos que irão ocorrer nos próximos dias, pois estamos na iminência de presenciar um evento que pode modificar a estrutura da indústria automobilística em todo o planeta.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
De novo a logística...
Logística e câmbio são os maiores problemas do agronegócio brasileiro
A queda de preço dos alimentos e seu o reflexo na previsão de inflação para 2008 foi o tema do programa Pergunta Brasil desta segunda, dia 8.O diretor do departamento de agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benedito da Silva, e o economista da Fundação Estadual de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE), Antônio Fraquelli, participaram do programa e definiram como os principais freios do agronegócio brasileiro a vinculação à economia americana, a falta de aplicação de recursos em logística e a queda acentuada do câmbio, que em 2005 estava na casa dos R$ 3,30 e hoje está em R$ 1,70. Ainda segundo Benedito da Silva, um estudo da Fiesp revelou que, nos últimos 50 anos, ao comparar os preços do petróleo, commodities metálicas e commodities agrícolas, o grupo dos alimentos foi o único a apresentar desvalorização.De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o mês de agosto apresentou a maior desvalorização dos alimentos desde 2006, fechando em -0,49%.
Para quem acompanha este blog não há nenhuma novidade no que foi dito. Mas julgo importante o registro por mostrar que a logística hoje deve ser elemento central nas discussões sobre o desenvolvimento do país.
Avançamos muito nos últimos anos em questões sociais e econômicas, entretanto, se os problemas logísticos não receberem a devida atenção, logo se tornarão barreiras à continuidade do crescimento nacional, isso em uma proporção muito maior do que já se constata atualmente.
A logística não pode ser tratada apenas com ações isoladas como a construção de alguns portos ou a melhoria de estradas. É necessário um projeto de integração que permita o escoamento da nossa produção e facilite o acesso aos recursos produtivos em todas as regiões do Brasil.
As condições atuais indicam que a hora disso acontecer é agora. Se deixarmos a oportunidade passar, quando voltaremos a ter uma nova chance?
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Carga pesada

quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Ferramentas de Gestão de Estoques

Particularmente entendo que apesar do transporte ser a função operacional mais associada à logística, é na gestão estratégica dos estoques que encontra-se o maior desafio para um profissional da área.
Quanto custa manter em estoque um produto que não gira? E qual o prejuízo gerado por deixar de atender um cliente por falta de estoque?
As perguntas acima sintetizam o grande trade-off da administração de materiais, que é o equilíbrio perfeito nas quantidades estocadas, de modo a evitar custos pelo excesso de carregamento ao mesmo tempo em que não ocorram faltas que comprometam o nível de serviço necessário à organização.
Existem várias filosofias sobre o tema, sendo que atualmente o JIT - Just In Time é a mais conhecida e "badalada". Entretanto, apesar da sua riqueza e das enormes possibilidades de melhoria geradas por este modelo, não descarto a utilização dos conceitos tradicionais de gestão de estoques, sobretudo em pequenas organizações.
Classificação ABC, estoque de segurança, previsão de demanda, e até mesmo o Lote Econômico de Compra continuam tendo seu valor nas atividades estratégicas de planejamento de materiais de uma organização.
Acredito que o grande erro dos gestores de estoques era valer-se dos conceitos citados - que tem caráter predominantemente matemático, ou seja racional - como única ferramenta de decisão. Esta abordagem errada prejudicou a visão dos métodos, pois sabemos que estoques estão relacionados aos mercados, que possuem características próprias, quase sempre variáveis e incontroláveis.
No momento em que percebe-se que os métodos tradicionais servem como elementos de apoio à tomada de decisão, e não como critérios absolutos e inqüestionáveis, a sua utilização é capaz de gerar grandes benefícios às organizações, que encontrarão ferramentas capazes de mapear características marcantes de sua demanda e apresentar indicadores de análise capazes de elucidar algumas das incertezas predominantes na utilização dos estoques.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
A logística e o petróleo

A exploração e refino do material retirado desta fonte (codinome: Tupi) ainda levará vários anos, mas uma vez comprovada a viabilidade da extração do petróleo, poderemos ver então a capacidade da Petrobrás e do Governo em planejar a operação logística para a movimentação do produto das plataformas até as refinarias.
Se bem executado este plano deve fortalecer um modal de transporte de grande importância por seu baixo custo e possibilidade de utilização contínua, mas que é mal aproveitado atualmente no Brasil: o dutoviário.
Dutos são a melhor alternativa para transportar petróleo por grandes distâncias. Diante da enorme quantidade disponível deste produto na região da "Tupi", caberá a Petrobrás e também ao governo construir uma rede dutoviária com várias interligações e com grande capacidade de movimentação, para que, graças à escala da operação, os custos logísticos possam ser reduzidos ao máximo, tornando assim o produto brasileiro competitivo, uma vez que o excedente de produção deverá ser exportado para outras nações.
Eis uma boa discussão para antes mesmo do início da exploração comercial.