A notícia abaixo, obtida no portal Intelog, mostra como realmente pode ser formada uma cadeia logística integrada. A construção de um estaleiro próximo a um porto, que por sua vez estará interligado a uma rodovia duplicada (BR 101) em uma cidade com uma Zona de Processamento de Exportações (ZPE), mostra que é possível no Brasil conceber e desenvolver projetos logísticos "interessantes". Agora, o mais difícil em se tratando do nosso país: transformar isso em realidade.
SC atrai estaleiro de US$ 1,2 bilhão
Depois de investimento bilionário na Grande Florianópolis, a corrida pela exploração do pré-sal colocou Imbituba na mira de consórcio.
Santa Catarina recebe apenas 0,67% dos royalties distribuídos pelo petróleo brasileiro e, se a legislação permanecer como está, terá que se contentar com isso, apesar do pré-sal. Mas as novas reservas podem render dividendos ao Estado antes mesmo de serem exploradas. Já são duas as empresas que pretendem instalar estaleiros no Estado para a construção de plataformas marítimas.
Depois do anúncio de investimento de US$ 1 bilhão em Biguaçu, agora é a vez de Imbituba entrar na mira dos grandes estaleiros. Um consórcio de empresas, liderado por uma construtora de São Paulo, planeja investir US$ 1,2 bilhão na implantação de uma indústria naval em área anexa ao Porto de Imbituba.
O estaleiro deve gerar 5 mil empregos na região, de acordo com o prefeito do município do Sul do Estado, José Roberto Martins.
A nossa geografia é propícia para este tipo de investimento. E o Porto de Imbituba ainda é subutilizado. Hoje existem três berços, mas há espaço para cinco. Com o investimento do estaleiro, vamos ter que importar mão de obra afirma ele.
Martins destaca que o calado (profundidade) do porto é o principal atrativo para a indústria naval, que prevê a construção de grandes plataformas marítimas. O porto deve entrar no Plano Nacional de Dragagem, o que permitirá aumentar o calado de 11 para 16 metros com aporte de R$ 50 milhões no ano que vem.
É o menor custo-benefício do Brasil explica.
O superintendente da Zona de Processamento de Exportações (ZPE) de Imbituba, Manoel Cavalcanti, trabalha para obter, em Brasília, a isenção de impostos para as plataformas do estaleiro.
A área em estudo é no prolongamento do berço 3, no Porto de Imbituba. Estamos trabalhando para que o consórcio possa obter os benefícios da ZPE revela Cavalcanti.
O prefeito Martins ressalta que as empresas envolvidas ainda não querem aparecer porque o estudo está em fase embrionária.
Empresas ainda negociam terreno
Os empresários também aguardam o desenrolar da negociação com o atual dono do terreno, uma área privada de mais de 1 milhão de metros quadrados, anexa ao porto público.
Cresce o interesse por Imbituba. Este não é o único investimento em estudo. Tanto que o município, em ano de crise, terá crescimento de 20% em função das obras. Apenas no porto houve aporte de R$ 80 milhões. Além disso, há muita especulação imobiliária, com a valorização de terrenos destaca Martins.
Por Diário Catarinense/SIMONE KAFRUNI
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Aos poucos a recuperação...
Reproduzo abaixo matéria do site Intelog sobre o complexo portuário de do Rio Itajaí. Após um ano, as coisas começam a voltar ao normal.
Complexo Portuário do Rio Itajaí apresenta sinais de retomada nos volumes operados
Os impactos das deficiências na infraestrutura terrestre e aquaviária do Complexo Portuário do Rio Itajaí não devem impedir que o Porto de Itajaí encerre o ano de 2009 entre os principais portos brasileiros em movimentação de contêineres, com números absolutos muito próximos aos que devem ser apresentados pelos seus concorrentes diretos, que são os portos de Rio Grande e Paranaguá.
A projeção foi elaborada com base nas estatísticas referentes à movimentação de contêineres registrada em setembro, com avanço de 3,13% no número de unidades operadas e de 11,78% na média de TEU (Twenty Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) embarcada por navio.
Os números foram apresentados pelo diretor Comercial Robert Grantham na reunião ordinária de outubro do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí na sexta-feira [16]. Ele destaca que a movimentação acumulada nos nove primeiros meses deste ano o complexo registra um recuo de 20%, em relação ao igual período do ano passado, mas diz que o índice que não difere do apresentado por muitos portos brasileiros, impactados diretamente pela crise internacional. “Vale destacar que no período [de 1º a 30 de setembro] o complexo ficou sem operar por três dias, devido às fortes correntezas geradas pelas chuvas ocorridas na última semana do mês, o que impactou na redução dos volumes operados”, diz Grantham.
Segundo o diretor, as mudanças com relação às operações com carga geral verificadas no decorrer deste ano, com ênfase para o segundo semestre, também merecem destaque. “O número de atracações de navios de carga geral aumentou 53% no período [decorrente da consolidação das operações dos terminais privativos instalados a montante] e as operações com carga geral se fortalecem com o redirecionamento das atividades do terminal privativo Braskarne, que muda o foco das cargas congeladas para carga geral, inclusive, trazendo para Itajaí operações de importação de bobinas de aço, que eram feitas no Porto de São Francisco do Sul”, ressalta Grantham.
Otimismo
Enquanto o Complexo Portuário do Rio Itajaí mostra claro sinais de retomada nos volumes operados, o comércio exterior também aponta para uma recuperação em nível global. As exportações chinesas caíram menos do que o previsto em setembro com relação ao ano passado, sugerindo uma recuperação em economias no resto do mundo.
A movimentação de contêineres nos portos da Europa apresenta sinais de recuperação dos efeitos da crise econômica mundial desde agosto e a balança comercial brasileira acumula um superávit 8,1% superior ao registrado de janeiro a setembro de 2008.
A recuperação nos volumes operados verificada nos últimos meses, aliada às mudanças no cenário global, bem menos impactado pela crise, geram certo otimismo com relação às operações do Complexo Portuário do Rio Itajaí a partir do ano que vem, ainda que ressaltando o impacto da valorização do real frente ao dólar sobre os manufaturados, que respondem por uma boa parcela das exportações catarinenses.
Na via contrária estão as empresas armadoras, que na euforia do crescimento do comércio exterior mundial registrado nos últimos anos fez pesados investimentos na ampliação e renovação das frotas, continuam a amargar grandes dificuldades financeiras, agravadas pela drástica redução nos custos dos fretes, ocasionada pela grande oferta existente no mercado.
Arranjo produtivo pode alavancar a atividade portuária em Itajaí
A proposta será apresentada na tarde desta segunda-feira [19], em reunião programada para as 15 horas, no auditório da Superintendência do Porto
O Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae) apresenta aos executivos das empresas que compõem a cadeia logística de Itajaí, na segunda-feira [19], uma proposta para alavancar a atividade portuária no município. A ação faz parte da estratégia adotada pela Autoridade Portuária para buscar alternativas que contribuam para o incremento da atividade portuária e surge como uma opção para ampliar a competitividade do Porto de Itajaí nos mercados nacional e internacional.
“O Sebrae deverá nos propor um ‘arranjo produtivo da cadeia logística de Itajaí’, inclusive com a criação de um selo de qualidade para as empresas que operam em todos os segmentos ligados à atividade portuária. O objetivo é qualificar os serviços disponibilizados no município”, informa o diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Grantham.
Ele explica que a certificação vai exigir que as empresas que aderirem ao arranjo produtivo cumpram uma série de quesitos que vão agregar qualidade aos serviços oferecidos em Itajaí, tornando a cadeia logística de Itajaí um referencial no Brasil e exterior. Grantham informa que essa ação já é utilizada por outros portos fora do Brasil, a exemplo do Porto de Valencia, na Espanha, com excelentes resultados.
O superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Júnior, está otimista com relação proposta do Sebrae. “O Porto de Itajaí já é conhecido no nacional e internacionalmente pelos bons serviços prestados em praticamente todos os elos da cadeia logística e, com essa certificação, nosso objetivo é transformar a cidade em um pólo de excelência na atividade portuária”, diz o superintendente.
O diretor comercial acredita que aumentando sua competitividade e agregando qualidade aos serviços disponibilizados, Itajaí vai atrair mais cargas e, consequentemente, os armadores ampliarão o leque de serviços oferecidos no Porto. “Melhores serviços vão seguramente fazer com que os importadores e exportadores optem pelo nosso Porto e, com maiores volumes de cargas, os armadores ofereçam mais rotas na cidade”, acrescenta.
CAP de Itajaí homologa tarifas especiais para transbordo
O Conselho de Autoridade Portuária de Itajaí homologou nesta sexta-feira a resolução número 23/2009, que cria uma tarifa especial para operações de transbordo. A ação visa incrementar esse tipo de operação em Itajaí [até então pouco praticada no município] com a disponibilização de tarifas competitivas e isenção de tarifas de armazenagem pelo prazo de dez dias.
O diretor Comercial do Porto de Itajaí, Robert Grantham, informa que a resolução 23/2009 atende uma antiga reivindicação das empresas armadoras que operam na costa brasileira e que querem operar com transbordo também em Itajaí, desde que as tarifas sejam competitivas.
Entretanto, para que o Porto de Itajaí possa realizar transbordo de cargas, será necessário um esforço conjunto [envolvendo autoridade portuária, trabalhadores e demais elos da cadeia logística] para a redução de custos e tarifas, adequando o “custos Itajaí” aos praticados pelos portos que oferecem essa opção de serviço.
Marinha homologa nova profundidade do Complexo Portuário do Rio Itajaí
A Marinha do Brasil homologou a nova profundidade do canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário do Rio Itajaí nesta sexta-feira [16]. Com os novos parâmetros de navegação, o Complexo passa a operar com a profundidade de 10,5 metros no trecho compreendido entre a bacia de evolução e o farolete 10, e de 11,3 metros entre o farolete 10 e a entrada do canal externo.
Essa profundidade foi obtida após a realização de serviços de dragagem executados pela Somar Serviços de Operações Marítimas Ltda., com a draga auto-transportadora Ham 309, juntamente com as dragas Iguazu e Rio Madeira, que operam no sistema de injeção de água.
“Com a homologação da nova profundidade nos canais interno, externo e bacia de evolução, os portos que compõem o Complexo já podem receber navios com maiores volumes de cargas, o que tende a impactar no aumento da nossa produtividade”, explica o superintendente Antônio Ayres dos Santos Júnior.
O diretor Técnico do Porto, André Luiz Pimentel Leite da Silva Júnior, informa que as operações simultâneas de duas dragas injetoras de água foram inéditas em Itajaí. “Também é importante destacar que conseguimos eliminar um banco de areia [com o volume de cerca de 400 mil metros cúbicos] do canal externo, desobstruindo totalmente o canal”, acrescenta Pimentel.
Por Cristina Pierini - Portal NetMarinha
Links dos portos do complexo:
Itajaí
Navegantes
Complexo Portuário do Rio Itajaí apresenta sinais de retomada nos volumes operados
Os impactos das deficiências na infraestrutura terrestre e aquaviária do Complexo Portuário do Rio Itajaí não devem impedir que o Porto de Itajaí encerre o ano de 2009 entre os principais portos brasileiros em movimentação de contêineres, com números absolutos muito próximos aos que devem ser apresentados pelos seus concorrentes diretos, que são os portos de Rio Grande e Paranaguá.
A projeção foi elaborada com base nas estatísticas referentes à movimentação de contêineres registrada em setembro, com avanço de 3,13% no número de unidades operadas e de 11,78% na média de TEU (Twenty Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés) embarcada por navio.
Os números foram apresentados pelo diretor Comercial Robert Grantham na reunião ordinária de outubro do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) de Itajaí na sexta-feira [16]. Ele destaca que a movimentação acumulada nos nove primeiros meses deste ano o complexo registra um recuo de 20%, em relação ao igual período do ano passado, mas diz que o índice que não difere do apresentado por muitos portos brasileiros, impactados diretamente pela crise internacional. “Vale destacar que no período [de 1º a 30 de setembro] o complexo ficou sem operar por três dias, devido às fortes correntezas geradas pelas chuvas ocorridas na última semana do mês, o que impactou na redução dos volumes operados”, diz Grantham.
Segundo o diretor, as mudanças com relação às operações com carga geral verificadas no decorrer deste ano, com ênfase para o segundo semestre, também merecem destaque. “O número de atracações de navios de carga geral aumentou 53% no período [decorrente da consolidação das operações dos terminais privativos instalados a montante] e as operações com carga geral se fortalecem com o redirecionamento das atividades do terminal privativo Braskarne, que muda o foco das cargas congeladas para carga geral, inclusive, trazendo para Itajaí operações de importação de bobinas de aço, que eram feitas no Porto de São Francisco do Sul”, ressalta Grantham.
Otimismo
Enquanto o Complexo Portuário do Rio Itajaí mostra claro sinais de retomada nos volumes operados, o comércio exterior também aponta para uma recuperação em nível global. As exportações chinesas caíram menos do que o previsto em setembro com relação ao ano passado, sugerindo uma recuperação em economias no resto do mundo.
A movimentação de contêineres nos portos da Europa apresenta sinais de recuperação dos efeitos da crise econômica mundial desde agosto e a balança comercial brasileira acumula um superávit 8,1% superior ao registrado de janeiro a setembro de 2008.
A recuperação nos volumes operados verificada nos últimos meses, aliada às mudanças no cenário global, bem menos impactado pela crise, geram certo otimismo com relação às operações do Complexo Portuário do Rio Itajaí a partir do ano que vem, ainda que ressaltando o impacto da valorização do real frente ao dólar sobre os manufaturados, que respondem por uma boa parcela das exportações catarinenses.
Na via contrária estão as empresas armadoras, que na euforia do crescimento do comércio exterior mundial registrado nos últimos anos fez pesados investimentos na ampliação e renovação das frotas, continuam a amargar grandes dificuldades financeiras, agravadas pela drástica redução nos custos dos fretes, ocasionada pela grande oferta existente no mercado.
Arranjo produtivo pode alavancar a atividade portuária em Itajaí
A proposta será apresentada na tarde desta segunda-feira [19], em reunião programada para as 15 horas, no auditório da Superintendência do Porto
O Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae) apresenta aos executivos das empresas que compõem a cadeia logística de Itajaí, na segunda-feira [19], uma proposta para alavancar a atividade portuária no município. A ação faz parte da estratégia adotada pela Autoridade Portuária para buscar alternativas que contribuam para o incremento da atividade portuária e surge como uma opção para ampliar a competitividade do Porto de Itajaí nos mercados nacional e internacional.
“O Sebrae deverá nos propor um ‘arranjo produtivo da cadeia logística de Itajaí’, inclusive com a criação de um selo de qualidade para as empresas que operam em todos os segmentos ligados à atividade portuária. O objetivo é qualificar os serviços disponibilizados no município”, informa o diretor comercial do Porto de Itajaí, Robert Grantham.
Ele explica que a certificação vai exigir que as empresas que aderirem ao arranjo produtivo cumpram uma série de quesitos que vão agregar qualidade aos serviços oferecidos em Itajaí, tornando a cadeia logística de Itajaí um referencial no Brasil e exterior. Grantham informa que essa ação já é utilizada por outros portos fora do Brasil, a exemplo do Porto de Valencia, na Espanha, com excelentes resultados.
O superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Júnior, está otimista com relação proposta do Sebrae. “O Porto de Itajaí já é conhecido no nacional e internacionalmente pelos bons serviços prestados em praticamente todos os elos da cadeia logística e, com essa certificação, nosso objetivo é transformar a cidade em um pólo de excelência na atividade portuária”, diz o superintendente.
O diretor comercial acredita que aumentando sua competitividade e agregando qualidade aos serviços disponibilizados, Itajaí vai atrair mais cargas e, consequentemente, os armadores ampliarão o leque de serviços oferecidos no Porto. “Melhores serviços vão seguramente fazer com que os importadores e exportadores optem pelo nosso Porto e, com maiores volumes de cargas, os armadores ofereçam mais rotas na cidade”, acrescenta.
CAP de Itajaí homologa tarifas especiais para transbordo
O Conselho de Autoridade Portuária de Itajaí homologou nesta sexta-feira a resolução número 23/2009, que cria uma tarifa especial para operações de transbordo. A ação visa incrementar esse tipo de operação em Itajaí [até então pouco praticada no município] com a disponibilização de tarifas competitivas e isenção de tarifas de armazenagem pelo prazo de dez dias.
O diretor Comercial do Porto de Itajaí, Robert Grantham, informa que a resolução 23/2009 atende uma antiga reivindicação das empresas armadoras que operam na costa brasileira e que querem operar com transbordo também em Itajaí, desde que as tarifas sejam competitivas.
Entretanto, para que o Porto de Itajaí possa realizar transbordo de cargas, será necessário um esforço conjunto [envolvendo autoridade portuária, trabalhadores e demais elos da cadeia logística] para a redução de custos e tarifas, adequando o “custos Itajaí” aos praticados pelos portos que oferecem essa opção de serviço.
Marinha homologa nova profundidade do Complexo Portuário do Rio Itajaí
A Marinha do Brasil homologou a nova profundidade do canal de acesso e bacia de evolução do Complexo Portuário do Rio Itajaí nesta sexta-feira [16]. Com os novos parâmetros de navegação, o Complexo passa a operar com a profundidade de 10,5 metros no trecho compreendido entre a bacia de evolução e o farolete 10, e de 11,3 metros entre o farolete 10 e a entrada do canal externo.
Essa profundidade foi obtida após a realização de serviços de dragagem executados pela Somar Serviços de Operações Marítimas Ltda., com a draga auto-transportadora Ham 309, juntamente com as dragas Iguazu e Rio Madeira, que operam no sistema de injeção de água.
“Com a homologação da nova profundidade nos canais interno, externo e bacia de evolução, os portos que compõem o Complexo já podem receber navios com maiores volumes de cargas, o que tende a impactar no aumento da nossa produtividade”, explica o superintendente Antônio Ayres dos Santos Júnior.
O diretor Técnico do Porto, André Luiz Pimentel Leite da Silva Júnior, informa que as operações simultâneas de duas dragas injetoras de água foram inéditas em Itajaí. “Também é importante destacar que conseguimos eliminar um banco de areia [com o volume de cerca de 400 mil metros cúbicos] do canal externo, desobstruindo totalmente o canal”, acrescenta Pimentel.
Por Cristina Pierini - Portal NetMarinha
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Porto de itajaí: uma legítima novela Made in Brazil
Hesitei em escrever sobre o tema porque ainda há muita incerteza em relação à recuperação de um dos maiores portos do Brasil. Todavia, com a notícia de hoje anunciando um prazo para a conclusão das obras, acredito ter subsídios para comentar.
Como todos lembram, o problema começou em Novembro/2008 com as fortes chuvas que atingiram o estado de Santa Catarina causando grandes estragos. O porto de Itajaí foi um dos mais atingidos. Sua estrutura foi seriamente comprometida e desde então a unidade portuária vem operando abaixo de sua real capacidade.
O que impressiona, neste caso, é a "novela" que se arrasta desde então para que aconteça a recuperação. Abaixo, listo em ordem cronológica algumas notícias que demonstram o desenrolar do processo:
Novembro/2008: Desastre anunciando - porto de Itajaí
Novembro/2008: Itajaí: recuperação de porto pode levar seis meses
Dezembro/2009: Governo libera R$ 350 milhões para recuperar o porto de Itajaí
Fevereiro/2009: Começam obras de recuperação no porto de Itajaí
Maior/2009: Porto de Itajaí ainda sofre consequências das chuvas
Junho/2009: Recuperação do porto de Itajaí tem ritmo lento
Julho/2009: Ministro faz reunião sobre Porto de Itajaí (obras estão paradas)
Julho/2009: O porto de Itajaí é prioridade
Julho/2009: Brito esclarece atraso do porto de Itajaí
Agosto/2009: Obras no porto de Itajaí estão paralisadas e movimento cai 34%
Setembro/2009: Brito promete concluir obras em Abril
Bom, estas são apenas algumas das notícias que filtrei em uma pesquisa rápida. Basta a leitura das manchetes para perceber o tamanho do problemar e comprovar a tendência brasileira de transformar obras em "novelas". E se restar dúvidas quanto estas afirmações, sugiro aos leitores pesquisar sobre a duplicação do trecho Sul da BR 101 em SC, que inicialmente estava prevista para terminar em 2008 e que agora tem novo prazo para o final de 2010 - exceto em três pontos (!).
Mas voltando ao porto, considerando que a previsão do ministro se confirme, serão 15 meses de agonia e prejuízos para as empresas catarineneses até que Itajaí volte a funcionar adequadamente. Quem pagará esta conta?
Como todos lembram, o problema começou em Novembro/2008 com as fortes chuvas que atingiram o estado de Santa Catarina causando grandes estragos. O porto de Itajaí foi um dos mais atingidos. Sua estrutura foi seriamente comprometida e desde então a unidade portuária vem operando abaixo de sua real capacidade.
O que impressiona, neste caso, é a "novela" que se arrasta desde então para que aconteça a recuperação. Abaixo, listo em ordem cronológica algumas notícias que demonstram o desenrolar do processo:
Novembro/2008: Desastre anunciando - porto de Itajaí
Novembro/2008: Itajaí: recuperação de porto pode levar seis meses
Dezembro/2009: Governo libera R$ 350 milhões para recuperar o porto de Itajaí
Fevereiro/2009: Começam obras de recuperação no porto de Itajaí
Maior/2009: Porto de Itajaí ainda sofre consequências das chuvas
Junho/2009: Recuperação do porto de Itajaí tem ritmo lento
Julho/2009: Ministro faz reunião sobre Porto de Itajaí (obras estão paradas)
Julho/2009: O porto de Itajaí é prioridade
Julho/2009: Brito esclarece atraso do porto de Itajaí
Agosto/2009: Obras no porto de Itajaí estão paralisadas e movimento cai 34%
Setembro/2009: Brito promete concluir obras em Abril
Bom, estas são apenas algumas das notícias que filtrei em uma pesquisa rápida. Basta a leitura das manchetes para perceber o tamanho do problemar e comprovar a tendência brasileira de transformar obras em "novelas". E se restar dúvidas quanto estas afirmações, sugiro aos leitores pesquisar sobre a duplicação do trecho Sul da BR 101 em SC, que inicialmente estava prevista para terminar em 2008 e que agora tem novo prazo para o final de 2010 - exceto em três pontos (!).
Mas voltando ao porto, considerando que a previsão do ministro se confirme, serão 15 meses de agonia e prejuízos para as empresas catarineneses até que Itajaí volte a funcionar adequadamente. Quem pagará esta conta?
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Reflexos das Chuvas
Na semana passada viajei para duas cidades de Santa Catarina separadas por cerca de 200 Km: Jaraguá do Sul e Florianópolis. Também conversei com um amigo residente em Blumenau.Apesar da distância entre estas cidades, os cenários que vi e que me foram relatados são muito parecidos, com deslizamentos e estradas danificadas e/ou parcialmente bloqueadas. A foto que ilustra este comentário é um exemplo da situação que se repetiu por todo o estado.
A tristeza pelas vidas perdidas, pelo patrimônio destruído e pelos sonhos adiados já foi apresentada à exaustão, causando grande comoção. A ajuda as vítimas, porém, demonstrou o forte espírito de solidariedade de todo o povo brasileiro. Na minha região, a 150 Kms do "epicentro" das chuvas, não houve empresa ou entidade que não coletou donativos. Também não conheço pessoa que não tenha ajudado de alguma forma.
Mas agora que a situação começa a estabilizar-se, é hora de discutir o cenário "pós-cheia" e seus reflexos à logistica do estado.
Os prejuízos à infra-estrutura de transportes decorrentes desta tragédia serão sentidos por um longo tempo, causando transtornos à economia regional, principalmente para organizações ligadas ao comércio exterior, uma vez que o porto de Itajaí, o principal de Santa Catarina, foi seriamente danificado e sua recuperação poderá levar até 2 anos.
Este porto possui como ponto forte o embarque de cargas refrigeradas, provenientes das grandes companhias agro-industriais de Santa Catarina, que se localizam no oeste do estado e escoam sua produção princípalmente pela BR 470, que também foi atingida.
Um plano emergencial para o porto já está em vigor, através da utilização de navios "feeder", que possuem menor capacidade de carga e precisam de menos calado para operar. Este serviço permitirá escoar as mercadorias em forma de cabotagem, provavelmente até Santos, para posteriormente embarcar a carga para seu destino final.
Nas rodovias, há trabalhos de reparação e utilização de desvios para liberar o fluxo de veículos. A BR 470, em especial, já operava acima de sua capacidade e necessitará de fortes investimentos para sua recuperação -Um projeto de duplicação (parcial) estava em análise e não deve ser interrompido.
Os recursos injetados em Santa Catarina são também para recuperar a sua infra-estrutura logística. Como no Brasil quase sempre a falta de dinheiro é colocada como entrave à novas obras, o momento sugere que com um planejamento sério a reconstrução do estado poderá em médio e longo prazo melhorar as condições logísticas hoje existentes, permitindo ainda minimizar os danos se infelizmente a situação que presenciamos voltar a acontecer.
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Cabotagem - uma alternativa

Uma notícia chamou a atenção hoje:
Log-In fecha maior contrato da história da cabotagem brasileira
O FMM (Fundo da Marinha Mercante) aprovou prioridade à Log-In Logística Intermodal para o financiamento de até 90% do valor da construção de dois navios graneleiros, que terão capacidade para 80 mil toneladas.
O valor total disponibilizado pelo Fundo é de US$ 167,9 milhões. Os navios serão construídos em estaleiro nacional, ainda a ser definido.
Maior negócio na história da cabotagem no Brasil, o contrato de US$ 1 bilhão prevê a movimentação de cerca de 6 milhões de toneladas de minério de bauxita por ano, por um período de 20 anos, podendo ser estendido por mais cinco. O início das operações está previsto para 2010.
As duas embarcações farão serviço dedicado para a Alunorte no transporte de cabotagem de minério de bauxita a granel, produzido pela MRN (Mineração Rio do Norte). As viagens serão consecutivas entre o Porto Trombetas e o Porto de Vila do Conde, ambos no estado do Pará.
“Este projeto faz parte da estratégia da Log-In de desenvolver soluções especializadas para logística de cargas na cabotagem brasileira, mediante contratos de longo prazo”, afirma Mauro Dias, diretor-presidente da Log-In.
A Cabotagem, que é a navegação realizada entre portos pelo litoral do país, poderia ser uma alternativa interessante para aprimorar a ainda problemática infra-estrutura logística nacional.
A costa do Brasil tem 7.367 Km de extensão e é dotada de dezenas de portos. Além disso, grande parte da economia brasileira está concentrada em cidade relativamente próximas do litoral.
Aliás, considerado estas características, é até estranho pensar que a cabotagem é tão pouco explorada por aqui. Já deveríamos, há muito tempo, utilizar esta forma de transporte para realizar movimentações de longa distância, visto que os custos de operação poderiam ser inferiores ao modal rodoviário, ainda o mais utilizado em nosso país.
Divulgar a cabotagem no meio empresarial e incentivar as empresas que prestam o serviço a investir são exemplos de passos que permitiriam um melhor aproveitamento da costa brasileira, migrando nossa matriz de transporte para uma alternativia economicamente mais adequada.
Desta forma, teríamos um conjunto de ações focadas em um objetivo comum, e não apenas atitiudes isoladas como a mostrada na notícia em destaque.
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Porto de Paranaguá
Estive, na última semana, visitando o porto de Paranaguá com uma turma de alunos de Comércio Exterior.
Conhecemos a sua infra-estrutura administrativa e operacional e pudemos observar que além da sua reconhecida eficiência na movimentação de granéis, o porto também possui excelente capacidade de atuação em contêineres e veículos.
Na apresentação que assistimos, foi enfatizado o processo de transformação que Paranaguá sofreu nos últimos dois anos. Se mantido este nível de investimento e profissionalização, o porto será, em breve, referência internacional na movimentação de cargas.
Vale destacar também que o acesso ao porto é feito através de rodovia duplicada e interligada à outras estradas importantes, o que lhe confere condições logísticas favoráveis na atração de clientes e expansão de sua operação.
Durante a viagem, constatamos a presença de indústrias de diferentes segmentos instaladas estratégicamente próximas ao porto, o que reforça a idéia de que Paranaguá se torna um importante corredor não só de grãos, mas também de outros tipos de cargas.
Espero que a modernização do porto continue, pois nosso país continua deficitário no que diz respeito à logística, e precisa de toda a infra-estrutura possível para continuar se desenvolvendo.
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